quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Um vestido novo com cenas velhas

Ora bom dia de manhã :)

a época de Natal não trouxe apenas teatradas, também trouxe prendas e 'lixo'.

Então, eu e a minha filhota 'criamos' um novo vestido para a sua boneca Nxxxy.

Pegamos numa meia velha que estava rota na zona dos dedos mas composta no restante tecido. Juntamos uma fita de seda que vinha a embrulhar um presente. Cozemos um botão de muito infantil que havia por lá.

Pegamos numas pérolas de um colar que tinha partido e em outra fita de seda e fizemos um cinto que funciona bem como pulseira.

Aqui ficam as inspirações.

Vestido:
Pusleira / cinto:
  • https://www.youtube.com/watch?v=qc2IQ96hcfs
As provas correram bem. A boneca está de vestimentas novas.

Até breve ;)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Lobo mau ... Lobo mau

Olá de novo,

gosto de escrever, na realidade ate já gostei mais que agora. Quanto tinha mais tempo e os sonhos alimentavam a minha doideira.

No entanto, chegando ao Natal, dá-me assim uma coisa esquisita, e escrevo textos teatrais. E dá-me para isto. Mais uma, não espero que gostem ou desgostem, apenas que leiam.

"
Esta história decorre na oficina do Pai Natal.
Elfo 1 – Doutora Brinquedos – 1 mala nova de utensílios.
Elfo 2- Aqui está.
Elfo 1 – Bob, O Construtor – 1 Capacete novo.
Elfo 3 – Está aqui.
Elfo 1 – Capuchinho Vermelho – 1 Cesto novo.
Elfo 2 – Pois o Lobo Mau partiu-lhe o cestido too.
Elfo 3- Está aqui um novo.
Elfo 1 – Lobo Mau. Espera, Lobo Mau?
Elfo 2 – Olha, puseste os óculos?...
Elfo 3 – Esse marotito quer presentes de Natal?...
Elfo 1- Oh meninos o Lobo Mau não merece presentes de Natal, pois não?
Elfo 2 – Não ouvi nada, acho que estou a ficar velho ou então surdo.
Elfo 3 – Não ouvimos nada meninos. O Lobo Mau merece presentes?
Lobo – Auuuuuu
Elfo1 - Ui! Quem está aí?
Lobo – Auuuuu
Elfo 2 – Oh meninos quem é que anda aí?
Elfo 3- Que fazes aqui?
Elfo 1 – Estás a assustar o meu público, Lobo?
Lobo – Não. Pois não, meninos?
Elfo 2 – Olha, estavamos aqui com a tua carta na mão. Então tu achas que o Pai Natal te vai dar presentes?
Lobo – Porque não?
Elfo 3 – Ah ah ah ah só tu para nos fazer rir, Lobo Mau. (riem todos e esperam que os meninos se riam também)
Lobo – Sabem, eu não sou mau.
Elfo 1 – Ai não... Ora deixa cá ver (vai buscar o livro dos 3 porquinhos). Meninos que fez o Lobo Mau à casinha de palha do porquinho?
Lobo – Eu... só soprei. A casa caiu sozinha. Foi, não foi meninos?....
Elfo 2- E porque sopraste? Por acaso não querias comer o porquinho?
Lobo - Eu?.... Até sou vegetariano. Ai opá, olha ali aquele porquinho tão rosadinho (apontando para um menino/a) e gordinho. Deves ser saboroso (esfrega a barriga).
Elfo 3 – Lobo Mau. (agarra o Lobo e puxa-o para trás)
Lobo – Presente, sou eu.
Elfo 1 – Então e o que fizeste depois à casinha de madeira do porquinho do meio?
Lobo – Já estou a ver, eu é que sou o mau, não é? E quem e que acendeu uma fogueira com um caldeirão de água a ferver, p’ra me cozerem?
Elfo 2- Pois é Lobo, não caíste no caldeirão e essa foi a tua sorte, o teu presente?
Lobo – O meu presente?.... Auuuuuuuu
Elfo 3- Pára lá com isso. Assustas as crianças.
Lobo – A sério? Vocês tem medo do meu uivo? Auuuuuuu
Elfo 1 – Lobo Mau, a história ainda não acabou. Tu tens sido muito mauzinho.
Lobo – É mentira.
Elfo 2 – Oh Capuchinho Vermelho, estás aí?
Capuchinho – Estou aqui mas tenho muito medo.
Lobo – Deixa lá Capuchinho, eles não são assim tao feios. (apontando para os Elfos)
Elfo 3 – Lobo Mau, Lobo Mau. Capuchinho Vermelho, conta lá que te fez o Lobo Mau.
Capuchinho Vermelho – Mentiu-me, enganou-me, partiu-me o cesto da merenda e no fim ainda comeu a minha avózinha.
Lobo – Olha que a avozinha pareceu gostar (com ar de gozo)
Elfo 1 – Então Lobo, achas bem?
Lobo – Oh Capuchinho, conta lá o resto da história, conta.
Capuchinho desata a chorar e os Elfos confortam com abracinhos e lenços.
Lobo – E vocês meninos sabem como termina a história?... Mas eu conto. Esta aqui (aponta para a Capuchinho) foi chamar o lenhador que me deu tanta porrada que até vomitei a avózinha, coitadinha. Fiquei todo dorido e ainda tenho o meu rabo partido, olhem aqui. Auuuuuuu
Elfo 2 – Mentiste, enganas-te e foste castigado.
Capuchinho - Bem feito.
Lobo – Auuuuuuuu
Elfo 3 – E depois fazes estes sons horríveis de noite quando queremos dormir. Eu cá acho que não mereces prenda nenhuma.
Pedro – Um lobo, um lobo. Está ali um lobo.
Lobo – Oh Pedro está caladinho que ninguém te chamou. Além do mais já ninguém acredita em ti.
Elfo 1 – Bem lembrado Pedro. Nesta história também não és inocente, Lobo. Comeste as ovelhas todas e o Pedro ficou com as culpas.
Lobo – Foi. As bichas eram docinhas como o açúcar, fiquei cá com uma dor de barriga que me deixou de caganeira 1 semana. Ainda tenho o cu a arder. Auuuuuu
Capuchinho – Lobo posso fazer-te uma pergunta?
Lobo – Desde que não chames o lenhador a seguir.
Capuchinho – Porque é que tu uivas tanto?
Lobo – Auuuuuu. Ai não sabes?
Pedro – E de noite, então? És muito assustador.
(O Lobo senta-se e fica triste)
Lobo – Todos acham que sou mau. Mas ninguém me conhece. Aposto que todos vocês tem uma cama quentinha para dormir à noite. Não tem? E todos tem comidinha par comer antes de ir dormir? ... Mas eu não. Vivo na floresta que é habitada por bruxas, vampiros e outros seres assustadores. Tenho fome, tenho frio e tenho medo... e quando teho medo, choro. Assim: Auuuuuuuuuuuu
Elfo 2- Tadinho do Lobo Mau.
Lobo – Mas que raio. Eu não sou mau.
Porquinho 1 – Então porque quiseste comer-me?
Porquinho 2 – E a mim?
Avózinha – E a mim comeste mesmo.
Lobo – Porque tenho fome. E quem fome até cardos come.
Capuchinho – Toma lá, uma sandes do meu lanchinho.
Lobo – Tens por aí torrresmos?...
Elfo 3- Lobo.
Lobo – Estava a brincar, calma.
Pai Natal – Oh Oh Oh Elfos, o meu saco está pronto?
Elfos (todos) – Quase quase, Pai Natal.
Capuchinho – Que quer o Lobo para o Natal, Elfos?
Elfo 1 – Não sei, não cheguei a ler. O que é que vocês acham que o Lobo quer para o Natal, meninos?
Elfo 2 – Muito bem. Ora isso são muitas coisas. E só pode ser uma.
Pedro – Que queres tu afinal, Lobo?
Lobo – Quero.... quero ter.... auuuuuu.... quero ter.... Amigos.
(todos) – ohhhhhhhh
Lobo – Se tiver amigos vao perceber que não sou mau. Vao brincar comigo e deixarei de correr atrás dos porquinhos, das ovelhas e das avózinhas. Se tiver amigos, já não vou sentir medo nem das bruxas, nem dos vampiros e muito menos do lenhador.
(abraço de grupo)
Elfo 3- Podemos ser amigos do Lobo, meninos?
Lobo – Obrigado amiguinhos.
(fecha a cortina)
Porquinho – Olha lá, oh Elfo, o Lobo está a morder-me a orelha. Achas que é só a brincar?
Elfo – Lobo ....
Lobo- Auuuuuuu
"

Abraços e beijinhos
Suzy Galvão

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Jesus... esse traidor

Em título de despedida de 2016, deixo-vos um dos meus textos teatrais da época.

O gosto de escrever acalmou, na realidade, tudo acalmou em mim, principalmente a vontade de fazer seja o que for. :) 

Não espero que gostem ou desgostem. Espero que o leiam sem preconceitos. É uma história bíblica trazida para os dias de hoje com um toque de humor e uma pitada de boa disposição. Porque muitos meninos chegam ao Natal, sem saber porque raio existe esta festa.

Aqui fica o texto.
"Narrador – Hoje venho contar-vos uma história. Vocês gostam de histórias, pois
gostam?
(…)
Ora ainda bem, porque esta história conta o que aconteceu há alguns anos. Mas … eu
sou muito esquecido. Esta é uma festa, pois é?
(….)
E é uma festa de quê?
(…)
De aniversário?
(…)
Ah…. Pois é. E vocês sabem porque existe o Natal?
(…)
Ora então muito bem. Eu vou explicar-vos. Numa terra muito, muito longe daqui havia
umas raparigas muito animadas. Mas tão animadas que viviam sempre felizes e
contentes. Querem ver?...
(dança)
Voz – Maria!
(todas as raparigas ficam assustadas)
Voz – Maria?
Maria (com medo) - Sim?...
(as outras raparigas saem de cena)
Voz- Oh Maria...
Maria (estridente) – Ai? Não acredito. A sério?... Fui selecionada para a Casa dos
Degredos. Ai não posso. Tenho já de meter isto no Facebook. (escreve qualquer coisa no
telemóvel
) Ui a inveja das minhas amigas. Nem posso acreditar. Obrigada Voz,
obrigada.
Voz (em tom zangado) – Maria.
Maria (encolhe-se de medo) - Ui já fiz disparates.
Voz- Maria, Maria.
Maria – Sim, sou eu, presente. E tu quem és?

Voz- Sou o Espírito Santo.
Maria – Ai és?... Olha lá quando é que devolves o guito à malta. Lá porque agora te
chama Novo Banco, ainda não se esqueceram do pilim que perderam.
Voz (de novo zangado)- Maria!.
Maria- Pensando bem, o melhor é ficares caladinho. Se sabem que estás aqui…. Nem a
Dª Regina te safa.
Voz- Oh Gabriel, vai lá abaixo falar com a criatura antes que se acabe a Santíssima
Trindade.
Maria – Santíssima Trindade, não conheço. Mas a Prof. Sónia costuma dizer “Ai que
cai o Carmo e a Trindade. E também já ouvi a Stora Hermínia a dizer o mesmo. Acho
que é quando os meninos fazem mer….
Voz (irritada)- Maria.
Maria – Mercadoria ou porcaria. (diz meio encolhida)
Gabriel, o anjo entra e vai ter com Maria.
Maria – Ui que isto hoje promete.
Gabriel – Olá Maria, eu sou o Anjo Gabriel.
Maria – Olha ‘ta-se bem. Gabriel, por acaso não és aquele que canta com os D.A.M.A.
Deixa cá ver se me lembro da música.
(música)
Gabriel- Maria tu foste a escolhida para um momento muito especial na humanidade.
Maria – Sério?.... Que cena marada.
Gabriel - Não tenhas medo, Maria. Foste agraciada por Deus! Ficarás grávida e darás à
luz um filho, e lhe chamarás Jesus.
Maria- Mas eu sou muito nova para isto, meu.
Gabriel – Porque Deus te achou graça, o Espírito Santo virá sobre ti. Aquele que há de
nascer será chamado Santo, Filho de Deus.
Maria – Já sei, foi a minha mãe que te mandou com estas conversas, não foi?
Gabriel – Não foi a tua mãe, foi Deus.
Maria- Jura?!... mas eu pensei que… que…. Sabes eu pensava que…
Gabriel – Deus achou-te graça e escolheu-te.
Maria- Que se faça em mim segundo o que disseste. Que aconteça comigo tudo o que
disseste. (Ajoelha-se e é abençoada)
(fecha a cortina e o narrador ressona na sua cadeira. Gabriel espreita por entre as
cortinas e pergunta ao público
)

Gabriel – Vocês querem ouvir o resto da história?
(…)
Voz – Narrador?... Narrador?...
(cai um trovão)
Narrador- Valha-me Santa Barbara. Ui adormeci, não foi?... Ora onde é que nós íamos,
ah pois… Ora vai nascer alguém, certo?
(…)
E já sabemos quem a mãe. Que me dizem a conhecermos o pai?
Ora então, José é um rapaz muito muito sério e muito trabalhador. Coisa rara nos dias
que correm.
(abre-se a cortina e José está a martelar alguma coisa)
Voz- José?
José assusta-se e sai martelo pelo ar
José – Quem está aí?... Dinheiro não tenho que os impostos já levaram tudo.
Voz- José?.. Não tenhas medo, sou eu.
José – Ah… és tu. Muito mas muito mais descansado (atitude relaxada que muda
rapidamente para defensiva
) E eu sei lá quem Tu és? Chega-te aqui ao pé de mim,
chega… (punhos em desafio para a porrada)
Voz – Sou Deus. José, estou em todo o lado.
José – Ai estás?...
(apanha o martelo e uma serra e começa às marteladas no ar, e a tentar serrar o
invisível
)
José- E assim faz-te cócegas?!...
Voz – José, tem lá juízo e para de fazer figuras tontas.
José – Oh Deus, tu és bacano que sabe tudo, não és?
Voz – Sim, certo.
José – Então diz-me aí os números do Euro-milhões?
Voz – Assim à papo-seco?...
José – Por favor?...
Voz - 5.
José procura um papel e tira o lápis à carpinteiro de trás da orelha.
José – 5.
Voz – 23.
José – 23.
Voz- Oh Gabriel vai lá abaixo, se faz favor, antes que o José enlouqueça. Ele acha
mesmo que eu vou dar os números do Euro-milhões.
José – Pronto e que tal os números da rifas da festa de Natal de Sargento Mor?....
Voz – Gabriel despacha-te.
José – Gabriel?.... Quem é este? (virado para o público)
O Anjo Gabriel entra em cena.
José – Ui…. Com asas e tudo… Olha que só te faltam as purpurinas.
Gabriel – José, venho trazer-te uma boa noticia, não sejas assim.
José – Deve ser, deve. Pareces a minha mãe. “Oh José anda cá, meu rico filho, que já se
partiu a cómoda outra vez.” Só me chamam para trabalhar.
Gabriel – Venho dizer-te que deves aceitar Maria como tua esposa, serás o pai de Jesus,
o filho…
José – Eu já sabia! Jesus esse grande traidor. Deixou o Benfica para ir para o Sporting.
Gabriel – Oh José?...
José – Sim, muito prazer. (aperto de mão) Olha que o Sporting também fez mau
negócio. O Jesus é caro que dói mas taças e campeonatos, nada. Não ganha uma para
amostra.
Gabriel – José, não é esse traíd…. Aliás, não é esse Jesus. É o Messias, Jesus o filho de
Deus.
(ouve-se um Aleluia)
José cai sobre os joelhos e entra Maria de manto branco.
José – Pois assim seja meu Deus. Faça-se a tua vontade... já que da minha não se vê
jeito.
Gabriel – José, tens de sair da cidade e procurar um lugar seguro para o menino nascer
em segurança.
(Gabriel sai de cena)
José – Oh Maria tens carro?...
Maria – Não. (Entretida com as unhas ou com o telemóvel)
José – E carta?
Maria – Ai José isso agora não se usa. Já não se escrevem cartas, é só Facebook e SMS.
José (fala para o céu) Escolheste-a a dedo não foi. Dahhhhh Oh Maria, carta de
condução, 'mulheri'.

Maria – Ah…. Pois não tenho.
José – Bom, vamos de burro que assim não apanhamos multa de excesso de velocidade.
Maria – Anda cá tirar uma selfie.
José – Uma quê?...
(fecha a cortina)
Narrador – Ui Maria está na Graça de Deus. E José tem um grande problema. Era
inverno e de noite, como não tinham feito reservas, não encontraram hotel. Maria estava
cheia de dores. (ouve-se Maria a gemer). O bebé vai nascer. Onde é que vocês achas que
Jesus vai nascer?
(…)
Ah… vocês conhecem a história. Se calhar acabamos por aqui e vamos embora. Que
acham?
(Maria volta a gemer)
Vamos lá ver o que se passa ali atrás.
(abre o pano e tem-se já a ovelha, o burro, Maria e o Jesus já nascido. Entra o José.)
José – É lá tanta gente. Quem é este? (apontando para o burro)
Burro – (som do burro)
José – Já sei, pela pinta é o Ministro da Educação. E esta?...
Vaca – (muge)
José – Pois vê se logo, é a Maria Leal, de certeza.
Voz – Este é o meu filho muito amado. Respeitai-o
Do fundo do salão.
Gaspar – Senhores seguimos a estrela.
Belchior – Onde está o Messias?
Baltazar – O filho de Deus?
Maria – Aqui. Quem sóis?
Baltazar – Viemos de longe, do oriente.
Belchior – Adorar o Messias.
Gaspar – Trouxemos ouro, incenso e mirra.
José – E os números do totoloto?...ou da Lotaria?
(todos olham para José em desaprovação)

José – Oh p’ra mim caladinho.
Narrador – Esta é a verdadeira história do Natal. O momento em que o filho de Deus
vem ao mundo, o aniversário de Jesus Cristo. E nós, recebemos prendas e as notas do
1ºperíodo…. Ups… as notas?!....
(Música de Natal)
  "
Suzy Galvão

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Filha a tempo inteiro

Muito tenho lido por essa internet fora, sobre a maravilha, a alegria e o universo de ser "mãe a tempo inteiro". 

Faço parte deste clube. Mesmo estando a trabalhar 10 horas por dia, o resto do meu tempo, por inteiro, é deles, dos meus descendentes. O cansaço é extremo mas as algerias nascem do tudo e muitas vezes até do nada.

Ser mãe é fabuloso mas estou neste momento a entrar naquela fase da vida em que se impõe também outra ocupação, se calhar até mais importante: "ser filha a tempo inteiro". 

Porque os avós não existem só para se maravilharem com os netinhos e as conquistas dos seus filhos. Os avós, os idosos, os velhos são as nossas origens e devem/tem de ocupar na vida de cada descendente um lugar de carinho, de amor, de ternura mas acima de tudo e qualquer outra coisa, de Muito RESPEITO.

Ser filha a tempo inteiro? Quantos de nós estaremos a altura deste desafio?... Será ele, o desafio, compatível com o resto da nossa vidinha? De quanto estamos dispostos a abdicar pelos nossos pais?...

sexta-feira, 6 de março de 2015

Esbardalhar-me contra moinhos de vento... check

Há dias em que dou por muito perfeitamente esmagada, desmembrada... E porquê?...

Porque faço demasiadas perguntas, penso demais sobre os assuntos, analiso-os segundo vários pontos de vista, encontro soluções e apaixono-me por causas. Moinhos de vento na realidade, qual D. Suzy Quichote.

O último esbardalhanço fez um pouco mais do que um estrago no ego. Deitou-me verdadeiramente abaixo e mexeu comigo a vários níveis.

Sempre acreditei que dizer mal das coisas só por dizer, nem resolve os problemas nem nos acrescenta grande valor. Há que pensar sobre o que está verdadeiramente mal e encontrar, porpor e colocar em prática algumas estratégias... ou então desistir e mudar de vida/rumo.

Entrei recentemente num projecto que se alimentava já de um grupo de 40 pessoas onde eu não conhecia ninguém. Os pouco com quem travei diálogos, gratuitamente me foram apresentando os podres do serviço, da equipa, da gestão, do dia cinzento, do dia soalheiro, do seu umbigo e do mundo. Fui colecionando, qual caderneta de cromos, todas as esmolas até ao dia em que o indigitado alvo de culpa veio ele mesmo expor os pontos sensíveis. O seu desalento e cansaço foram para mim mais assustadores que as próprias palavras que de resto eram desprovidas de novidades.

Peguei nas minhas ideias, que eram já inúmeras e entrei-lhe sala a dentro, qual arquiteto abraçado a projectos. Acho que mais do que as iniciativas tao velhas e gastas, o que o surpreendeu foi mesmo a minha confiança e a motivação com que lhas vendi. A cola pegou e fomos em frente... em breve eramos 15 pessoas apaixonadas pelo projecto "fazer a difirença".

Não sabia eu que.... há sempre um que. A "diferença" que iamos fazer era mesmo matemática. Enquanto uma dúzia de nós demos braços, pernas, voz e coração a um projecto quase infantil, o alvo tratou de procurar também uma mudança, para si próprio.

O tempo passava e os dias corriam, tal como adolescentes enamorados e verdadeiramente sonhadores, certos que o objectivo era uma aposta ganha.

E foi... mas não para mim, nem para eles. A noticia veio então, num fim de dia. "Vou abraçar um novo projecto... fora daqui. Vocês serão espalhados por aí."


Se pudesse cair, ter-me-ia liquidesfeito contra o chão. Se pudesse deixar que as lágrimas rolassem, teria provocado uma inundação. Se pudesse soltar a voz teria ficado muda.... como pude ser tao criança, tao estúpida, tao parva. Eu pequenina, acabadinha de chegar... que diferença poderia eu fazer.


O mais incrível foi perceber que todos se acomodaram e até se alegraram com a vitória alcançada por alguém que apenas nos adiou a morte ao fazernos acreditar num moinho de vento e na já ganha batalha contra ele.

Sinto-me perdida, desorientada, traída, estúpida mas pior que tudo isto é não conseguir matar este bichinho que me continuar a mostrar outro caminho, outra forma de combater o acomodar-me com o rebanho e querer revolucionar o marasmo que mora nos nossos dias. 

É caso para dizer: 
"Morre porra, porque não morres?!... Deixa-me viver calma, sossegada e indiferente como as pessoas normais."

sábado, 5 de abril de 2014

Feltro, Eva e botões?

Olaré pim pim,

o puto dormia a sesta e a pitorra queria fazer alguma coisa. As bolas vermelhas e laranjas diziam que a TV estava fora do horizonte. O que fazer?....

Ganchos, não fosse esta miúda uma vaidosa "de primeira" :) A mãe meteu mãos à obra. Depois de remexer os baús de aproveitamentos, cá ficam os resultados obtidos.





Está em pulgas para os usar.
Suzy

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O velhinho Nicolau e a menina Júlia

Esta é uma história inspirada na minha filhota (Maria) e nos idosos com quem me cruzo todos os dias.

Foi escrita por mim e levada a cena com um conjunto de mães, educadoras e auxiliares do CASS. Espero que gostem :)

O velhinho Nicolau e a menina Júlia
A história começa com um grupo de crianças que passa diante de um velhinho sentado num banco, com ar pesado, de roupas velhas e escuras, de barbas brancas e com uma garrafa na mão. (a garrafa pode ser de água mas convém que o liquido dentro dela, tenha cor). À espreita está uma menina pobre.
As crianças apontam o dedo ao idoso e conversam entre elas.
Cila - Dizem que é bruxo.
Admiração de todos.
Elsa - Não é nada. Ouvi dizer que é muito mau.
Expressão de medo de todos.
Susana - Também ouvi dizer que é vadio, sempre bêbado, olhem a garrafa dele.
Expressão de gozo de todos imitando gestos típicos de bêbados.
Maria - Sabem, não acho nada bem o que dizem, nem o conhecem. (sai do grupo e dirige-se ao senhor dizendo) Boa tarde senhor.
(o velhinho expressa um sorriso largo e responde)
Sr. Nicolau - Boa tarde minha linda menina. Não devias falar comigo. Os teus pais por certo não vão gostar e todos dizem por aí que sou mau. Vê lá não vás ser castigada por causa de um velho.
A menina olha para ele com atenção, com tristeza fica cabisbaixa e segue o caminho. As outras crianças aparecem.
Cecília - Que te disse ele?
Elsa - Aposto que te queria bater. Não devias falar com ele, sabes?
Cila - Pediu-te dinheiro?
Sara - É apenas um velho…
Maria - Sim, é apenas um velhinho. Não quis bater-me nem me pediu nada. Lembrou-me que os meus pais não gostam que lhe fale e que se alguém visse podia ser castigada.
(silêncio)
Maria - Mas eu tenho pena do senhor. Está sempre sozinho e triste.
Susana - Ora… nem triste nem sozinho. Está acompanhado pela sua garrafa de vinho. (voltam os gestos de bêbado).
Elsa - Sabes, se não fosse mau não estaria sozinho. Devias era vir brincar connosco e deixar o velhinho em paz.
Começam a brincar ao berlinde e às bonecas.
Cecília - Já escolhi a minha prenda de Natal, sabem. Pedi aos meus pais um carrinho de bombeiros. Tinóni, tinóni….
Sara - Ah eu também, vi na televisão uma boneca espectacular e vem com o guarda vestido e todos os acessórios de moda… É tao linda.
Cila - Eu pedi uma bicicleta, um telemóvel e uns patins.
Maria - Mas, vocês não escrevem ao pai Natal?
Susana - Olha que totó.
Cecília - O Pai Natal são o pai e mãe ou não sabes?
Maria - Podem até ser mas eu vou escrever ao pai Natal. Este Natal quero apenas uma boneca. Os meus pais dizem que não podemos pedir muita coisa que a crise também chegou a casa do Pai Natal. Na verdade a crise é tão grande que para ter dinheiro para nos dar presentes, nem vai ao barbeiro e por isso tem a sua barba e cabelos tão cumpridos.
Riem-se todos.
Sara - Xiiii…. A noite está a chegar temos de ir para casa.
Saem a correr. O Sr. Nicolau também se levanta e sai de cena. Júlia entra em palco como que a investigar o espaço de brincar e senta-se no chão. Inicia a música. A Lua e a(s) estrela(s) aproximam-se e dança-se uma música. A lua e a(s) estrela(s) embalam e deitam a Júlia e saem. Entretanto entra o Sol, brinca um pouco com a Júlia e esta acaba por se levantar e voltar a esconder-se. O Sr. Nicolau chega novamente e senta-se no seu banco. Inicia-se a brincadeira com as crianças a virem da escola ao som da música “Bom dia”. As crianças passam pelo velhinho. Umas riem-se e outras fogem. A menina fica diante dele, apesar de outros a puxarem.
Maria – Bom dia senhor.
Sr. Nicolau – Bom dia minha menina. Não tens medo de mim?
Maria - Não senhor. Faz-me lembrar um avô como os que há na minha escola. Eles também ficam sentados à espera que o dia passe e que outro venha.
Sr. Nicolau - Pois quando chegamos a velhinhos é assim. Todos acham que somos maus e chatos.
O grupo dos meninos fica de lado, desinteressado e a brincarem uns com os outros. Num cantinho Júlia fica à espreita.
Maria - Que tem nessa garrafa?
Sr. Nicolau - Que achas que é? Vinho?
Maria - Todos dizem que és bêbado. Isso é vinho?
(o velhinho ri-se)
Sr. Nicolau - Não minha querida, é chá. Faz-me bem beber chá, mantém-me quentinho no inverno.
Maria - Ahhh… então não és bêbado. A minha mãe bebe chá de manhã à noite e ela não é bêbada.
(risos)
Sr. Nicolau - Pois claro. É uma tradição muito antiga doutro país.
Maria - Tu, conheces outros países?
Sr. Nicolau - Claro que sim. Quando tinha idade dos teus pais, eu viajava muito. Viajei tanto que me esqueci de casar e ter filhos. Por isso é que agora vivo sozinho… até os meus dias terminarem.
Maria - Tu não tens amigos?
Sr. Nicolau - Tenho, minha querida. Alguns estão em escolas como as tuas, outros já estão com Jesus. Fiquei eu aqui no banco do jardim. Venho ver os passarinhos e quem passa.
Maria - Tu não és mau (diz decidida)
Sr. Nicolau - Não, acho que não mas mesmo assim não devias falar com estranhos, sabes. Os teus pais tem razão.
Maria - Pois é… como te chamas?
Sr. Nicolau - Nicolau.
Maria - Pronto, eu sou a Maria e agora já não somos estranhos.
(risos de ambos) Maria afasta-se para se juntar ao grupo que brinca.
Júlia - Olá - diz cheia de vontade a menina pobre
Elsa - Ah? Quem és tu?
Júlia - Sou a Júlia.
Cila - Porque nos espreitas há vários dias?
Júlia - Porque não tenho amigos e ficava entretida a ver-vos brincar. Não sabia que me tinham visto.
Cecília - Eu vi-te. Achei que nos querias fazer alguma maldade. Porque não vens brincar connosco?
Júlia - Bem… eu não tenho nada para brincar.
Elsa - Pois nem para brincar nem para vestir. Já viste como estás toda rota?
Sara - E olha que uma banhoca já te fazia falta. (gestos de cheirete)
Susana - Como é que consegues que a tua mãe te deixe não tomar banho? (risos)
Júlia - Só tomo banho de vez em quando, não tenho casa de banho… (vergonha)
Elsa - Como é possível? Toda a gente tem casa de banho…
Cila - E na escola deixam-te andar assim?
Júlia - Também não vou à escola. A minha mãe diz que não tem dinheiro para me por na escola.
Elsa - Ahhhh então por isso é que não tens amigos.
O Sr. Nicolau levanta-se e lentamente sai de cena.
Susana - Sabes a escola às vezes é uma chatice, metem-me de castigo tantas vezes.
Cecília - Olha, se te portasses bem não te punham de castigo. Quem te manda fazeres disparates?
Susana - Ui… é mais forte que eu. Sabes, no outro dia colei uma pastilha elástica nos cabelos à professora, eheheh.
Júlia - Ah mas isso não se faz… e mesmo assim ainda tens amigos para brincar? Se calhar a escola é um sítio porreiro. É lá que acontece o Natal? Ouvi-vos a falar nisso…
Elsa - O Natal?
Cila - Na escola? (galhofa total)
Sara - Não, quer dizer sim. O Natal é uma festa que se faz antes de irmos de férias e num dia qualquer em que a casa se enche de família e eu fico cheio de presentes e chocolates.
Cecília - E de roupa nova… os avós ainda não perceberam que gosto mesmo é de brinquedos (gozo)
Júlia - Parece giro e divertido.
Cila - Na tua casa isso não acontece?
Júlia - (triste) Bem… não me lembro, não. (Entusiasmado) A única vez que recebo brinquedos novos é quando vou ao médico. No outro dia o senhor deu-me 6 (aponta com 2 dedos) pauzitos de gelado. (risos)
Maria - Devias escrever ao Pai Natal, sabes? Ele é porreiro e dá brinquedos a toda a gente.
Cecília - Vem mas é brincar.
Sara - Toma lá uma boneca. Eu ensino-te tudo.
Entra a professora com uma caixa de enfeites de Natal.
Professora - Olá meninos, vamos lá enfeitar esta árvore para o Natal?
Maria - Professora esta é a Júlia, ela vive na rua e agora está aqui a brincar connosco.
Professora - Olá Júlia, queres ajudar? (entrega qualquer coisa à menina)
Maria – Professora, naquele banco costuma estar um velhinho. Conheces?
Susana - Professora, a Maria gosta de falar com aquele velho bêbado e mau que costuma estar por aí.
Professora - Meninos, nem bêbado nem mau, o velhinho ou idoso nunca fez mal a ninguém. Não devem dizer essas coisas das pessoas que não conhecem. Vá lá Maria, o Natal está a chegar, se calhar o senhor foi comprar prendinhas.
Susana - Sim, com ar sujo dele deve ter imenso dinheiro para prendas? (risos, bolsos de fora, gozo)
Sara - Ora se tivesse dinheiro, teria uma casa e tomaria banho. Não andava por aqui sempre sujo e bêbado.
Cila - O meu pai diz que ele vive numa casa assombrada. (uuuuuuu)
Professora - Meninos, isso não se diz. Aquele senhor que a Maria fala, na verdade, é muito simpático e conta muitas histórias. De vez em quando vem à nossa escola fazer uma visita. Alguns dos seus amigos estão por lá. Não devem falar assim…
Sara - Mas professora ele está sempre com a mesma roupa… não deve tomar banho.
Cila - E está sempre com uma garrafa de vinho na mão…
Maria - Não é vinho. É chá… ele é que me disse.
Rebenta a gargalhada.
Susana - Pois o chá faz a cara vermelha (risota). Oh Maria és mesmo tonta.
Professora - Meninos, meninos. Não é só o vinho que faz a cara vermelha, o frio e o calor também.
Elsa - Pois é… tu quando corres ficas todo vermelho…. Bêbado (risota).
Cecília – Mas então quem é este velho?
Professora - É simplesmente um senhor que não tem família e que gosta de estar por aqui. Trabalhou e viajou muito e agora resolveu descansar. Mesmo que fosse bêbado e mau, devemos tratar com respeito, ouviram?
Maria - Ele chamasse Nicolau.
Professora - Tu falaste com ele? (espanto)
Maria - Sim e é muito simpático. Fiz mal professora?
Professora - Bem, se fizeste isso sozinha, sem um adulto de confiança por perto, não fizeste muito bem porque não o conheces e não se deve falar com estranhos. Mas sim, ele é muito simpático e gosta muito de crianças.
Maria - Mas ele é fixe.
O velhinho chega ao seu banco arrastando um enorme saco.
Cila - Oh Maria, o teu amigo chegou. Tem ar de quem vem cansado. (diz uma criança apontando-o)
Sara - Olhem para o enorme saco dele. Se calhar perdeu a casa…
Maria vai em direcção a ele.
Maria - Olá Sr. Nicolau.
Sr. Nicolau - Olá Maria. Que árvore tão bonita que vocês estão a fazer.
Maria - Venha ver. Vou mostrar-lhe os meus amigos e a minha professora.
Maria agarra a mão do velhinho e leva-o em direcção ao grupo.
Maria - Professora, o senhor Nicolau chegou?
Professora - Olá senhor Nicolau. Então como vai? (diz a professora)
Sr. Nicolau - Boa tarde senhora professora. Olá meninos. (diz com um sorriso enorme).
(silêncio)
Professora - Meninos, digam olá.
TODOS - Olá (em coro mas a medo)
Maria - Sr. Nicolau, deixe-os lá. Eles tem medo de si.
Sr. Nicolau - Medo!.. De mim? Então porquê?
Cecília - Porque és velho.
Susana - Estás sempre sentado aqui sozinho como um bêbado.
(o velhinho ri-se)
Sr. Nicolau - E também sou mau, não é?
Elsa - Sim…. Quer dizer, dizem que sim.
Sr. Nicolau - Pois dizem mas nunca fiz mal a ninguém, pois não? Vocês passam por mim todos os dias.
Sara - Olha e também dizem que és rico mas nunca dás nada a ninguém.
Sr. Nicolau - E vocês acreditam nisso tudo, pois é?
TODOS - Sim (dizem em coro meio envergonhados)
Sr. Nicolau - Professora, pode dar-me autorização para dar umas coisinhas a estas crianças amorosas?
Professora - Senhor Nicolau, claro que sim. Tem a minha autorização.
O velhinho abre o seu enorme saco e tira dentro dele o carrinho de bombeiros, a boneca e os seus acessórios, uns patins, uma bola e uns bombons para a professora.
Sr. Nicolau - Ora, tenho cá para mim que vocês devem gostar destas coisas (diz o velhinho).
Todos fazem uma festa enorme, excepto a Maria que fica triste mas em silêncio. Tinha estado ansiosa a ver todos os brinquedos dos amigos e até da professora. Mas ela não recebera nenhum…
Sr. Nicolau – Maria, que posso dar-te?
Maria anima-se mas fica curiosa.
Maria - És tu o pai Natal?
Sr. Nicolau - O pai Natal? Bem. Esse é um velho, gordo, de faces rosadas, de barbas brancas e cabelos cumpridos, não é?
Maria - E de fato vermelho….
Sr. Nicolau - Há pois o fato… Ohohohohoh
Tira o sobretudo e revela o seu fato vermelho e branco de pai Natal. Os miúdos irrompem numa festa e Maria fica espantada.
Sr. Nicolau - Maria vem cá. Que queres para este Natal?
Maria fica emocionada. Faz-se silêncio.
Maria - Gostava que a Júlia tivesse um Natal igual ao dos outros meninos, com presentes. Ela diz que nunca recebeu nada.
Sr. Nicolau - Pois muito bem. Para ti minha pequenina tenho muitas coisinhas. Umas roupas novas, para não andares rota, e uns brinquedos, para poderes brincar com estes meninos mais vezes.
Júlia - Obrigado, muito obrigado Sr. Nicolau das barbinhas brancas. - Júlia abraça-se ao Sr. Nicolau e depois vai juntar-se aos outros meninos.
Sr. Nicolau - Maria… faltas tu?
Maria - Gostava muito que todos pudessem ver o enorme coração que trazes debaixo das roupas sujas de todos os dias. Gostava que todos os meninos te tratassem com respeito em vez de te chamarem mau e bêbado. (silêncio e pausa) Mas fico bem com uma boneca de trapos, tens alguma para mim? (diz toda entusiasmada e curiosa)
(risos)
Sr. Nicolau - Claro que tenho. Já sabia que ias pedir uma coisa assim.
Professora - Meninos…. E para o Sr. Nicolau que temos nós?
Todos os meninos abraçam o Sr. Nicolau e este brincam com eles. Todos os meninos abraçam o Sr. Nicolau e este brinca com eles. Maria dirige-se à plateia e diz:
Maria - Para todos vocês um Santo Natal.

Fim.

A falta de qualidade é propositada :)
Suzy